Amizade entre pets e humanos

Imagem: Google Imagens

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A amizade existe entre as pessoas, mas não apenas os humanos são amigos. Há lindas histórias de cumplicidade entre cães e pessoas e, até mesmo, entre animais silvestres e humanos. Há também as espécies diferentes, que extrapolam todos os instintos de caça e de luta por território e resultam em uma linda e eterna amizade.

Em um zoológico situado no Japão, uma cobra e um ratinho se tornaram amigos. O hamster era o alimento do réptil, que se recusou a comê-lo. O roedor passou até a ficar ao lado de sua amiga cobra. Em um santuário de elefantes no Tennessee, EUA, uma cadelinha de rua chamada Bella conquistou o coração de Tarra, uma das fêmeas que moram no local. Elas se tornaram inseparáveis. Dormem, comem e brincam juntas pelo local.

Em 2004,  após um terremoto no Oceano Índico, um bebê hipopótamo, chamado Owen, fez amizade com uma tartaruga de 130 anos de idade. Inúmeros são os casos também de cadelinhas que cuidam e adotam, como se fossem seus, os filhotes de gatos, tigres e outros animais. Amamentam, inclusive, e cuidam por toda a vida.

No município de Novo Airão, no Estado do Amazonas, botos atendem ao chamado de uma senhora, quando  assovia e, hoje, recebem alegremente turistas de todos os lugares do mundo.

Imagem: Google

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 Os golfinhos ajudam os amigos humanos a capturar os peixes, no sul de Santa Catarina, em Laguna.

Cães têm essa enorme interação com os humanos. Defendem, protegem, e até morrem pelos donos. Assim, são heróis em assaltos, chegando a perder, até mesmo, suas vidas. Ajudam a pedir socorro, quando a pessoa querida tem algum problema e muitas vezes tornam-se noticias pelo mundo. Carinho, respeito e lealdade que os pets dedicam e ensinam aos seres humanos. As pessoas passam meses, e até mesmo mais de um ano longe do cão, e, quando o reencontro acontece, o amigo de quatro patas está todo feliz, abanando o rabinho e lembrando, com carinho, daquele indivíduo: seu dono.

Infelizmente, essa amizade nem sempre é retribuída, quando entre pessoas e animais. Ainda hoje, há quem abandone, chute, mate, espanque e até mesmo estupre diversos bichinhos pelo mundo. O número de animais de rua cresce a cada dia em nosso país e muito pouca coisa é feita para mudar essa realidade. Os seres, chamados de irracionais, têm muito o que ensinar aos que se dizem “racionais”.

Equipe NúcleoVet

Escovar não é só para ficar fofinho…

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Para manter a higiene do seu pet é necessário não apenas o banho, a escovação frequente também é muito importante. Escovar o seu bichinho garante muito mais do que limpeza, pois os pelos ficam bonitos, macios e livres dos incômodos nós.

As rasqueadeiras, escovas e pentes possuem diferentes materiais e formatos, os quais servem para cuidar de pelagens específicas dos animais. Sejam os pelos curtos, longos, lisos ou ondulados, com certeza você vai encontrar o acessório mais adequado para manter seu amiguinho sempre bonito.

Os cachorros e os gatos podem usar quase sempre os mesmos modelos de escovas, pois o diferencial principal está no tamanho e no tipo da pelagem. Sendo assim, se atente aos diversos modelos de escovas que existem e qual a que melhor se adapta ao seu bichinho de estimação. Lembre-se que também é preciso pensar no conforto do pet ao ser escovado, existem muitos casos em que eles se estressam por sentir dor ou algum outro incômodo durante o processo, e, na maioria das vezes, isso ocorre porque o acessório utilizado não é o correto.

Se o seu animalzinho possui pelos curtos, a melhor escova a ser usada é a com pontas duras e de plástico. Penteando sempre no sentido em que nasce o pelo, esse processo livra seu pet de sujeiras e aumenta a produção de óleo pela pele, fazendo com que o pelo do bichinho fique brilhante e sedoso. Além desses motivos, a escovação em animais de pelos curtos serve para que os pelos soltos possam ser retirados, antes que comecem a se espalhar pela casa.

Já animais com pelos longos, exigem um cuidado maior por acumularem mais sujeira e por estarem mais sujeitos a embaraçar. Nesses casos, as rasqueadeiras mais indicadas são as que possuem cerdas compridas e flexíveis ou os pentes desemboladores se tiver algum nó. A escovação deve ser feita com muita calma para não machucar a pele do animal, escovando sempre no sentido em que nasce o pelo mecha por mecha, em todo o corpinho dele, inclusive as patinhas, a barriga e o rabinho. Em pets com pelos compridos, a escovação deve ser feita com mais frequência, mais de uma vez por semana, principalmente em épocas de troca da pelagem, para que os pelos soltos sejam removidos e não embaracem os que estão presos.

Os pelos embolados parecem preocupantes apenas por motivos de estética, mas é muito mais do que isso, pois os nós incomodam, machucam o animal e, nos casos mais extremos, podem ocasionar o acúmulo de fungos. Mais perigoso ainda é tentar desembaraçar esses nós sem o devido cuidado, experiência e material mais indicado. Por isso, é muito importante fazer a manutenção da escovação do seu pet, evitando os transtornos com pelos embaraçados. Caso os embaraços se tornem muito difíceis de remover, o mais indicado é que o seu bichinho seja levado a um petshop de confiança, para que profissionais usem a rasqueadeira, pente ou escova mais adequada da forma correta, e resolva o problema do seu bichinho sem que ele se sinta estressado ou incomodado devido a dor.

Além de todos esses benefícios da escovação do seu animalzinho, um dos fatores que pode ser levado em conta, é o prazer que seu pet sente em ser escovado. Já que quando feito da maneira correta, o animal sente-se calmo e relaxado, e curte o momento como se estivesse recebendo um carinho. Aproveite para mimar um pouco o seu melhor amigo enquanto cuida da saúde e da beleza dele.

Equipe NúcleoVet

Odontologia veterinária

Imagem: Google

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Odontologia veterinária é a parte da medicina veterinária que estuda todas as estruturas orais e suas afecções. Apenas profissionais devidamente formados e com registro no CRMV, podem exercer qualquer tipo de atividade odontológica (clínica, cirúrgica, entre outras) não só nos pets, mas nos animais em geral.

A doença periodontal é uma das enfermidades mais comuns em cães e gatos e pode acometer não apenas o dente, mas também gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal. A presença da placa bacteriana na região supragengival e subgengival leva a uma inflamação da gengiva, a gengivite. Esta causa dor, desconforto e pode levar o cão a apresentar mal cheiro em sua boca. O risco é ainda maior e a situação ainda mais preocupante quando as bactérias invadem a corrente sanguínea e acabam por afetar outros órgãos, como fígado e até mesmo o coração, causando serias lesões.

Halitose, a inflamação, a anorexia e consequente emagrecimento, gengivas vermelhas ou sangrando, sangue no brinquedinho de morder, dificuldade na mastigação e trituração dos alimentos e saliva viscosa, ou com sangue, são alguns dos sinais clínicos que o proprietário pode notar em casa. Se qualquer um desses for notado, é importante que o pet seja levado ao médico veterinário o mais rápido possível, para que o problema não se torne sistêmico.

Os tratamentos dentários consistem na administração de antibióticos e procedimento cirúrgico para limpeza do tártaro. Em alguns casos, se faz necessária a administração de anti-inflamatórios e/ou polivitamínicos. A manutenção da higiene bucal precisa ser feita por toda a vida, mesmo após o termino do tratamento.

A prevenção é a melhor solução para esses problemas. A higiene e limpeza dos dentes feita diariamente, com o uso de creme dental para cães, evita a formação das placas. A escova usada pode ser a específica para animais ou a escovinha de dedo, encontrada em farmácias convencionais. A visita rotineira ao médico veterinário, para realização de um check-up, faz com que qualquer mínima alteração possa ser identificada no início, evitando complicações. Oferecer palitinhos e ossinhos para cachorros, assim como uma ração seca e eficiente, colaboram com o atrito dentário e consequente limpeza bucal. Há, no mercado, também alguns sprays anti-sépticos bucais, feitos para pets, que podem ser mais uma alternativa de tratamento e controle desses problemas.

Equipe NúcleoVet

Hérnias em animais

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Hérnia é quando, por algum motivo, a musculatura se “abre” e deixa passar parte do órgão interno. Essa abertura pode ser genética ou adquirida.  Em animais de estimação, um dos tipos mais frequentes é a hérnia umbilical, na qual há a protrusão de conteúdo abdominal pelo anel inguinal (como se o umbigo não tivesse fechado).

O sinal clínico da hérnia umbilical é o aumento de volume na região do umbigo do bichinho que pode ser, desde uma pequena bolinha, até uma porção maior. Em grande parte das vezes, ocorre quando, ao cortar o cordão umbilical na hora do nascimento, seja o veterinário, a cadelinha, ou quem estiver fazendo o parto, traciona esse cordão.

Muitas vezes não há a necessidade de uma cirurgia ser feita. A maioria dos animais consegue viver bem com essa alteração, sem ter problemas maiores. Entretanto, o acompanhamento veterinário se faz necessário. Em situações mais complicadas, quando há estrangulamento de alguma víscera no interior da hérnia, o pet pode apresentar vômitos, dor abdominal, ausência de apetite, entre outros sinais, e o procedimento cirúrgico se torna necessário, para que o órgão seja reposicionado e o anel fechado (suturado). Caso o proprietário note qualquer sinal diferente em um pet com esse problema, deve colocá-lo imediatamente em uma bolsa de transporte e levá-lo ao consultório veterinário, para que seja estabelecido o melhor tratamento.

Fêmeas com esse tipo de problema não devem emprenhar antes do procedimento cirúrgico, pois há risco de complicação da hérnia. A cirurgia é simples e a recuperação é bastante rápida, tendo sucesso na maioria dos casos.

Há também as hérnias perineais, quando ocorre o prolapso de vísceras abdominais entre o diafragma pélvico e o reto. Os cães afetados têm dificuldade para defecar e aumento de volume perto do ânus. Podem ainda ser observados vômitos, flatulência, incontinência fecal e prolapso retal. O tratamento consiste em ajudar o animal a esvaziar o intestino da maneira recomendada pelo médico veterinário e, eventualmente, procedimento cirúrgico que, em casos mais graves, é feito em caráter emergencial.

A hérnia de disco também pode acontecer quando o disco cartilaginoso existente na coluna sai do seu lugar. O pet sente muita dor, pode ficar mais quieto e se negar a levantar, pelo incômodo causado ao se mover. O tratamento inclui repouso em camas confortáveis, analgésicos e anti-inflamatórios, além de procedimento cirúrgico (para casos mais graves). O médico veterinário deve ser procurado imediatamente e o acompanhamento do animal se fará necessário por toda sua vida, para garantir a saúde do animal.

Equipe NúcleoVet