Tutora aproveita soneca de seu cachorro para criar ensaio fotográfico mágico

Nós só podemos imaginar o que se passa na cabeça de nossos cães quando eles estão dormindo, o que na maioria dos casos, representa grande parte do dia.

A tutora Sara Rehnmark aproveita as sonecas de seu cão Rufus para criar cenários fantásticos e imaginar aventuras incríveis que ele estaria vivendo em seus sonhos.

Rufus, da raça Pharaoh hound, aparece deitado tranquilo e longe em seu mundo inconsciente. A nós, o que resta é mergulhar nas propostas divertidas e engraçadas.

Foto: Sara Rehnmark

Foto: Sara Rehnmark

Foto: Sara Rehnmark

Foto: Sara Rehnmark

Para acompanhar esse projeto mais que bacana, acesse raisingtheruf. Claro que não deixaríamos de apresentar Rufus acordado. Belíssimo.

http://www.raisingtheruf.com/

Núcleo Vet

Quase metade dos brasileiros é contra testes em animais

De acordo com uma pesquisa recentemente divulgada pelo Datafolha, 41% dos brasileiros são contra os testes realizados em animais. O estudo conduzido a partir de um pedido do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) mostra que quase metade dos que residem no Brasil “discordam plenamente” do uso de animais em laboratório.

A enquete realizada com 2.162 participantes mostrou ainda que 36% dos entrevistados acreditam que a prática deva continuar, enquanto 18% concordam parcialmente com esta posição.

O estudo do Datafolha apontou que quanto mais jovem a pessoa é, maior é sua aversão à prática. Na região sul do país, independentemente da idade, a maioria das pessoas é contra este tipo de teste, defendendo que com a tecnologia atual, existem meios tão eficazes quanto e menos invasivos.

No ano de 2013, essa questão voltou de maneira abrupta às pautas de discussão no país depois que um grupo de ativistas invadiu o Instituto Royalsob a alegação de maus tratos. Dentre outros animais, mantinha muitos cachorros da raça beagle para testes e estudos. Para ONGs voltadas à causa animal, os bichos sofriam passavam por experiências extremamente dolorosas e desnecessárias e estavam correndo o risco de serem executados.

 Entenda: por que Beagles são os cães mais usados em testes de animais?

Métodos alternativos para testes em animais

No final de 2014, o Conselho Nacional de Experimentação Animal (Concea) apresentou aos membros da indústria farmacêutica 17 métodos alternativos para as pesquisas em animais no Brasil. Ainda segundo a resolução normativa publicada no diário oficial, as indústrias farmacêuticas têm até 5 anos para substituir o uso de animais em testes por tais métodos alternativos, quando relacionados a esses 17 aspectos.

Os 17 métodos apresentados tem como objetivo mensurar o potencial de absorção, sensibilização e irritação de tecidos, como pele e olhos, fototoxicidade e genotoxicidade. José Mauro Granjeiro, coordenador do Concea, aponta que “a mudança deve permitir uma redução significativa do emprego de animais em estudos toxicológicos. Esses desfechos permitem avaliar um grande número de produtos, não apenas cosméticos, mas também agrotóxicos, medicamentos, saneantes e compostos químicos industriais, como tintas utilizadas em brinquedos ou materiais escolares”, exemplifica Granjeiro. “Isso tudo é testado em animais e vai passar a ser feito com técnicas in vitro.”

Abaixo, seguem os 17 métodos aos quais as empresas devem se adequar:

Potencial de irritação e corrosão da pele

1) OECD TG 430 – corrosão dérmica in vitro: teste de resistência elétrica transcutânea
2) OECD TG 431 – corrosão dérmica in vitro: teste da epiderme humana reconstituída
3) OECD TG 435 – teste de barreira de membrana in vitro
4) OECD TG 439 – teste de irritação cutânea in vitro

Potencial de irritação e corrosão ocular

5) OECD TG 437 – teste de permeabilidade e opacidade de córnea bovina
6) OECD TG 438 – teste de olho isolado de galinha
7) OECD TG 460 – teste de permeação de fluoresceína

Potencial de fototoxicidade

8) OECD TG 432 – teste de fototoxicidade in vitro 3T3 NRU

Absorção cutânea

9) OECD TG 428 – método in vitro de absorção cutânea

Potencial de sensibilização cutânea

10) OECD TG 429 – sensibilização cutânea: ensaio do linfonodo local
11) OECD TG 442A – versão não radioativa do ensaio do linfonodo local
12) OECD TG 442B – versão não radioativa do ensaio do linfonodo local

Toxicidade aguda

13) OECD TG 420 – toxicidade aguda oral: procedimento de doses fixas
14) OECD TG 423 – toxicidade aguda oral: classe tóxica aguda
15) OECD TG 425 – toxicidade aguda oral: procedimento “up and down”
16) OECD TG 129 – estimativa da dose inicial para teste de toxicidade aguda oral sistêmica

Genotoxicidade

17) OECD TG 487 – teste do micronúcleo em célula de mamífero in vitro

Fonte: LinkanimalMCT; Foto: Beagle Dogs in Research for Animal Testing por Understanding Animal Re/ CC BY 2.0 

Aeroporto JFK construirá o primeiro terminal do mundo destinado a animais

O primeiro terminal destinado apenas para animais será construído no Aeroporto John F. Kennedy (JFK), em Nova York. O acordo, feito entre a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey para um período de 30 anos, possibilitará que o projeto de aproximadamente R$ 120 milhões e com uma área de 178.000 metros quadrados seja desenvolvido.

O projeto, apelidado como carinhosamente “A Arca”, como referência à história da arca de Nóe, contará com canis, veterinários e até um spa, o conhecido Paradise 4 Paws.

O intuito é tonar a vida dos animais e de seus tutores mais simples, faciliando os processos de embarque, acomodação, quarentena, importação, exportação, e transporte de pequenos e grande animais.

Durante o contrato de 30 anos, 110 empregos serão criados, com o estimado de R$ 280 milhões de lucro.

A Arca está programada para começar seu funcionamento para o começo de 2016.

Foto: DivulgaçãoFoto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Nucleo Vet

Memorial para gatos

Assunto triste, mas a sensibilidade da ideia vale a postagem. Olha como os gateiros dos EUA têm marcado o local em que seus gatos foram sepultados:

Pedra e gato Gato memorial Gato memorial Gato memorial

Caso você tenha a oportunidade de enterrar o seu melhor amigo, fica a sugestão.

Essas pedras são vendidas no exterior e já personalizadas, mas a gente consegue fazer uma homenagem criativa por aqui também. Vale pintar ou esculpir uma pedra sabão por exemplo. Muitos artesãos brasileiros são peritos nesse tipo de técnica.

Núcleo Vet

Como fazer o seu gato parar de te arranhar?

Fazer um gato parar de arranhar você, suas visitas e as coisas pode ser um tarefa extenuante. Arranhar faz parte de quem os gatos são. Assim, eles interagem com o mundo e, mais importante, definem o seu espaço.

Mas, como isso faz parte de ter um gato, hoje em dia, há uma série de opções disponíveis no mercado, tanto de produtos como de serviços, a fim de te ajudar a lidar com esse hábito de nossos queridos felinos.

Entender o motivo por trás desse comportamento é um primeiro passo importante na busca de uma solução.
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Por que os gatos arranham as coisas?

Diferente do que muitos pensam, os gatos não arranham só para atacar, se defender ou deixar a manicure em dia.  A verdade é que, além disso, esse comportamento também pode ser fruto de uma tentativa de comunicação, brincadeiras, alívio de estresse, troca de garras velhas e, em alguns casos, até como demonstração de afeto.

Eles também usam as garras para lhes ajudar a alongar o corpo e, bastante frequentemente, marcar território. Acontece que por ali existem glândulas que produzem um hormônio com odor característico, responsável por deixar sua mensagem para outros gatos.

Então, o que fazer?

Se pergunte o que está levando o seu gato a ter esse comportamento. Se estivermos falando de um caso extremo, não hesite em buscar ajuda de um adestrador profissional competente (cuidado, tem muito picareta por aí!). Os gatos realmente podem machucar outras pessoas e animais.

Se ele está arranhando os móveis da sua casa, é possível que ele esteja marcando o território ou afiando as unhas. Nesse caso, uma saída interessante pode ser comprar um bom arranhador e brinquedos. Ao disponibilizar objetos próprios para que eles arranhem, você aumenta a probabilidade de que eles não busquem sofás, tapetes ou colchões para satisfazer esta necessidade natural de todo felino, doméstico ou não.

Outra coisa que cada vez mais se vê por aí, são as unhas postiças especialmente feitas para gatos. Feitas, de borracha, gel ou silicone, elas são uma espécie de capinha que você cola sobre as garras do animal e isola suas pontas afiadas. Assim, tanto protegem os móveis como as pessoas e os animais, em casos de agressividade. Essa é uma solução que às vezes é eficiente para lidar com as arranhadas, mas que nem sempre é bem aceita pelo animal.

É importante dizer que usar ela não faz com que os gatos percam sua vontade de aparar as unhas. Portanto, você precisará cortar as unhas do seu gato regularmente. Além do mais, ela não resolve esse comportamento que pode ser bastante desagradável, então vale pensar em tentar encontrar outras soluções complementares.

Se esse é um comportamento que está começando ou que não é tão intenso, algumas dicas legais podem te ajudar a resolver o problema.

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1. Pegue o gato no colo da maneira correta

Alguns gatos arranham quando não querem ficar no colo dos seus donos.  Para evitar que isso aconteça, donos devem segurar o gato de forma que ele se sinta seguro e, ao mesmo tempo, livre para sair quando quiser. Vários gatos não gostam de ficar no colo quando ficam deitados no braço do dono ou quando são muito apertados.

Ao pegar o gato, donos devem oferecer suporte para as patas dianteiras, permitindo assim que o gato se equilibre em seus braços.  Com a outra mão, ofereça um suporte às patas fronteiras, sem apertar o gato. De modo geral, quanto mais lugares o corpo do gato estiverem tocando o seu corpo, mais confortável o gato ficará.  Respeite os limites do gato e solte-o quando ele pedir para sair.  A vontade de gatos que não gostam de ficar no colo também deve ser respeitada.

2. Dê espaço ao gato

Respeite a vontade do gato e deixe ele vir até você, ao invés de forçá-lo a ficar no seu colo.  Um gato que não quer ficar no colo do dono tem mais chances de usar as suas garras para se defender. Em alguns casos, gatos arranham donos assim que o dono chega perto, por associar a presença do dono ao ser importunado.

3. Incentive o seu gato a arranhar as coisas certas

Donos devem incentivar os seus gatos a arranhar as coisas certas.  Sendo assim, dar um arranhador e diversos brinquedos ao gato oferece a ele uma oportunidade de usar seus instintos nas coisas certas, reduzindo, assim, as chances de ele arranhar pessoas e móveis. Essa é uma boa solução para gatos que arranham as mãos dos donos para brincar.  Ao utilizar brinquedos na hora de interagir com seus gatos, donos podem ensinar os felinos que é muito mais divertido arranhar um brinquedo.

E, use a sua criatividade, você não precisa comprar objetos caríssimos para serem destruídos pelo seu gato. Caixas de papelão e pedaços de madeira, por exemplo, já podem render excelentes opções.

4. Deixe a sua casa confortável para o gato se locomover

Tente diminuir, ao máximo, o nível de estresse do seu gato, tornando a sua casa um ambiente confortável para ele. Deixe-o acessar lugares altos para descansar, sempre limpe a caixa de areia e nunca o deixe sem água e ração por perto.  Ofereça diversas oportunidades para o seu gato se exercitar dentro de casa. Quanto mais tranquilo o gato estiver, menor as chances de ele arranhar por estar irritado ou estressado.

5. Se os arranhões se intensificarem, procure profissionais

Se após muitas tentativas de resolver o problema o animal continuar arranhando as pessoas, analise a situação e busque a ajuda de profissionais.

Leve-o ao veterinário para se certificar de que sua saúde está em dia. O gato pode estar comunicando que não está bem e os arranhões podem servir como uma forma dele chamar a atenção de seus donos. Ao mesmo tempo, os arranhões também podem ser um problema de comportamento do animal. É o caso, por exemplo, de gatos que avançam de certa distância ou arranham as pessoas mesmo quando são pouco ou não são incomodados.

 Ah! Só para não deixar de comentar o óbvio…

Retirar as unhas do animal não é uma opção! Esse lembrete é por que, há alguns anos, houve uma enorme polêmica no país acerca da onicotomia, cirurgia de retirada permanente das garras do animal.

A prática, hoje proibida no Brasil, ainda é realizada clandestinamente e em legalmente em outros locais do mundo, mas trata-se de uma solução totalmente invasiva, permanente e desnecessária.

– Foto principal: Scratching my nails por Daisyree BakkerCC BY 2.0 ; Foto: 004 por Jennifer C.CC BY 2.0 

Foto: Splityarn via Flickr