O seu cachorro acabou de chegar ou está chegando à sua casa e você não preparou nada?

Em função do caráter próprio, ele pode ficar de pouco a muito inibido durante os primeiros momentos, às vezes, somente umas horas, outras, alguns dias.

Acostumando um filhote a nova casa. Foto: Reprodução

Ao deixar a mãe e os irmãos, ele vai perder todas as referências e vai precisar de um tempo para se adaptar e se socializar com os membros do novo grupo, ou seja, você e a sua família.

Ele vai ter que se adaptar a todos, ao novo ambiente, às condições e regras de convivência que vai encontrar e isso pode ser bastante impressionante e até desesperador para o filhote.

Nesta fase é primordial a ajuda, a solicitude, a proteção e o carinho, quase que constante, dos proprietários, tanto para ele ganhar confiança no novo contexto e ambiente, como para a socialização inter espécies, mais que saudável para o futuro relacionamento com a família e a sociedade humana em geral.

Logo em seguida, se torna necessário instaurar o que chamamos de novo período de desligamento. Como a mãe o faz em condições naturais, os familiares começam a impor ao filhote, que durma no local reservado a ele e não mais ficar colado à mãe ou ao pai adotivo, deixando de ser o neném, quase que constantemente superprotegido, e sim, começar a ter sempre mais atividades próprias ou com os “irmãos” humanos e encontrar uma forma de participação mais ativa dentro do grupo.

A mais, de necessário para o amadurecimento, isso vai amenizando e até eliminando rapidamente qualquer reação de estresse devido a “angústia de separação” que nossos pets apresentam tão frequentemente em nossos lares, justamente pela hiperdependência, consequência da forma superprotetora e inibidora mantida tempo demais por nós, humanos-corujas.

Os comportamentos desagradáveis, até insuportáveis, devido aos importantes estresses por angústia de separação, são acentuados pelos desequilíbrios consecutivos tanto da falta de regras, limites e restrições como da escassez de atividades e ocupações por ser criado sem mais ter que lutar por alimentos, água, espaços, parceiros, se defendendo, se protegendo de catástrofes naturais ou outros predadores.

Depois desse primeiro tempo de avaliação, de ganho de confiança e de encaixamento (posicionamento) hierárquico e afetuoso dentro da família, ele vai começar a explorar sistematicamente todos os ambientes do novo território, todos os móveis, todos os objetos comestíveis ou não que ele vier a aproximar durante essas novas experiencias.

Nesse segundo tempo, depois de alguns dias, quando o filhote estiver mais à vontade, ambientado, deve se ensinar todos os perigos, as regras e os limites da casa.

Como as crianças humanas e, ainda mais, por não possuir dedos preênseis, essa exploração se faz com a boca e, evidentemente, eles não nascem sabendo o bom, o ruim, o saudável, os perigos, o que podem ou o que não podem.

Aliás, a imaginação, a energia e a insistência que podem empregar para atingir, mastigar, destruir e ingerir o que estiver ao alcance deles, são quase sempre inesgotáveis.

São os proprietários, os tutores humanos, que têm o papel de ensiná-los, de assisti-los, de preservá-los.

É também nesse momento que deve se ensinar o local do banheiro, os objetos que o filhote pode e deve mordiscar, o respeito aos pertences, ambientes, móveis e pessoas.

Escrito por Olivier Soulier
Especialista em Comportamento Canino

Dois cães abandonados em lago são resgatados após 48 horas na Romênia

Dois cachorros foram abandonados em um lago na Romênia e só foram resgatados após 48 horas por um grupo de proteção animal.

 

Os cachorros não conseguiam sair do lago sozinhos por causa do muro. (Foto: Reprodução / Daily Mail)

 

Como o lago tinha muros altos, eles não conseguiram sair sozinhos.

O grupo de resgate foi avisado sobre os cães por moradores do local.

 

Rapaz tentando se aproximar dos cachorros, durante resgate. (Foto: Reprodução / Daily Mail)

 

No vídeo é possível ver o grupo chamando a atenção dos cães na água, depois um rapaz desce até o lago e tenta uma aproximação dos cachorros, que estão assustados. Por fim, conseguem resgatar os dois.

Assista o vídeo:

 

 

Fonte: Daily Mail

Mastectomia em Cadelas e Gatas

Muitas vezes, cadelas e gatas não castradas apresentam tumores de mama que precisam ser extirpados. Vale lembrar que as fêmeas não possuem uma mama de cada lado como nas mulheres, mas sim uma cadeia mamária de cada lado com várias tetas para oferecer leite aos filhotes.

Quando diagnosticamos uma fêmea com tumor de mama, vamos planejar a cirurgia para retirada de uma parte da cadeia mamária e, em alguns casos, retirar toda a cadeia. Essa decisão vai depender de como a cadela ou a gata está clinicamente, se ela tem um ou mais tumores e qual o lado deverá ser operado.

Nunca se deve operar os dois lados ao mesmo tempo e também nunca se deve operar um tumor de mama sem castrar a fêmea, pois sabemos que o tumor mamário e sua recidiva está diretamente relacionado com a produção de hormônios ovarianos, logo, a retirada do útero e ovários é imprescindível quando pensamos no tratamento de câncer de mama.

Antes da cirurgia, é importante fazer uma avaliação completa, com exames de sangue, ultrassom abdominal e RX de tórax para saber se a fêmea está em boa saúde e não houve metástase do tumor para algum órgão.

A melhor forma de prevenção de tumor de mama em cadelas e gatas é a castração precoce (antes dos 6 meses de idade).

Dieta vegetariana para cães e gatos: É possível? NÃO!

Uma dieta rica em carboidratos leva a um aumento de consumo diário de alimento em comparação a uma dieta rica em proteína e gordura. O aumento do volume ingerido resulta em maior volume de fezes, aumenta a predisposição à torção gástrica nos cães, a uma menor palatabilidade e digestibilidade e aumenta a possibilidade de obesidade (devido ao aumento da produção de insulina, aumentando a deposição de gordura nas células).

Uma dieta estritamente vegetariana nesses animais levaria a uma deficiência de arginina, lisina, metionina, triptofano, taurina, ferro, cálcio, zinco, vitamina A e algumas vitaminas do complexo B.

Assim sendo, não recomendamos em hipótese alguma uma dieta vegetariana para os gatos e, para cães, poderia ser recomendada com diversas restrições. Para alguns cães com problemas de intolerância alimentar ou alérgicos, podemos substituir a fonte de proteína de origem animal (carnes) por outra de origem vegetal ou com níveis adequados de proteína de outra fonte como ovos ou leite, sempre sob orientação do Médico Veterinário.

A maior causa de adoção da dieta vegetariana para os cães e gatos acontece principalmente como uma filosofia de vida que os donos acabam estendendo aos seus Pets do que por indicação médica devido à intolerância alimentar e/ou alergia. Assim, muitas vezes os vegetarianos desejam estender o seu modo de vida e alimentação também para os seus animais, desconhecendo as restrições fisiológicas e reais necessidades deles.

Isso é mais um sinal da excessiva humanização que impomos aos nossos cães e gatos. Para aquelas pessoas ou famílias que não abrem mão da filosofia e modo de vida vegetariano, impondo-a a todos os moradores da casa, sugerimos que adotem coelhos, esquilos, chinchilas, peixes e pássaros que são fisiologicamente adaptados a essa dieta e não cães e gatos.

Núcleo Vet