Prevenção do ganho de peso em gatos castrados

Já falamos aqui sobre a importância da castração e seus benefícios à saúde dos felinos. Não é à toa que os médicos veterinários defendem amplamente a cirurgia! O procedimento ajuda a evitar a reprodução desenfreada e, consequentemente, casos de abandono, além de prevenir diversas doenças e deixar os gatos mais tranquilos.

No entanto, gatos castrados podem ganhar peso de forma rápida tornando-se obesos em pouco tempo após a castração se os donos não tomarem medidas em relação à alimentação. Isso acontece porque a castração consiste na retirada dos órgãos responsáveis pela produção de hormônios. Sem esses hormônios, ocorrem alterações comportamentais e metabólicas que levam a algumas consequências naturais, sendo a predisposição à obesidade uma das mais importantes.

Mas isso não deve, de forma alguma, ser impedimento para a opção de castrar. Basta o proprietário se atentar para a questão e prevenir o ganho de peso com alguns cuidados simples que garantem a saúde e a qualidade de vida dos gatos.

É muito importante adotar um alimento específico para esses animais. Os alimentos para gatos castrados possuem como foco a manutenção do peso ideal e a prevenção de cálculos urinários. São alimentos especiais, denominados “para castrados”, que possuem formulação com quantidade adequada de gordura e calorias, mais fibras, L-carnitina. O ideal é que atendam ao gato por faixa etária, contemplando assim as necessidades de cada fase da vida.

Atenção: não confunda esse tipo de alimento com produtos “light” ou coadjuvantes da obesidade. Os alimentos Light ou Obesidade se destinam a animais que já estão com excesso de peso instalado. Já os para gatos castrados a proposta é evitar o ganho de peso excessivo e ajudar na manutenção da condição corporal.

Além disso, escolha alimentos de categoria Super Premium ou Premium Especial, que contribuem para a saúde completa do bichano castrado, oferecendo controle de formação dos indesejáveis cálculos urinários e prevenção de acúmulo de “bolas de pelo” no trato digestivo. São alimentos com pH balanceado, fontes selecionadas de proteína e fibras de boa qualidade, como a aveia, que ajuda a eliminar as “bolas de pelo” e que ainda podem agregar cuidados para cada faixa de idade. Fique atento para ofertar sempre a quantidade recomendada na embalagem e não “superalimentar” o pet!

Por fim, é muito importante também estimular a atividade física e o gasto de energia, já que os gato castrado torna-se mais sedentário. Vale colocar o potinho de comida em locais altos para que ele tenha que se movimentar mais para alcançá-lo, enriquecer o ambiente com brinquedos diversos e até levá-lo para passear.

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6 aplicativos que vão ajudá-lo a cuidar do seu gatinho

O mundo dos smartphones e dos tablets mudou a nossa maneira de conviver com tarefas simples do dia a dia. Graças à criação diária de aplicativos cada vez mais inovadores temos nos tornado dependentes – no bom sentido – da tecnologia. E uma função que está crescendo bastante no mundo da tecnologia são os aplicativos que nos ajudam a cuidar dos nossos bichinhos de estimação. Dentre as várias ofertas, gratuitas e pagas, encontradas nas webstores, escolhi algumas bem úteis para ajudá-los a cuidarem de seus gatinhos. Confiram!

PET MANAGER

Às vezes fica difícil lembrar de todos os procedimentos médicos pelos quais nosso gatinho já passou, não é mesmo? Seria muito mais fácil se ele tivesse um prontuário que pudéssemos carregar por aí. Pois esse aplicativo nos proporciona exatamente isso: ele cria uma ficha completa com todas as informações que você julgar necessárias a respeito do seu bichano — fotos, raça, altura, peso, vacinas tomadas, histórico médico e muito mais! O aplicativo é pago para a plataforma iOS e gratuito para Android.

MY PETS

O aplicativo MyPets é muito parecido com o Pet Manager, já que seu objetivo também é organizar informações úteis sobre o seu bichano. A diferença é que esse aplicativo pode ser encontrado em português, o que facilita sua navegação, por não ter que se preocupar com os termos em inglês. Ele é gratuito para usuários de iOS.

MEU AMIGO GATO

O comportamento dos gatos pode ser um mistério para seus donos e para muitos especialistas do mundo animal. Esse aplicativo pretende facilitar a compreensão do comportamento de cerca de 50 raças de bichanos, mostrando os cuidados e hábitos de cada raça. Esse tipo de informação o ajudará a cuidar melhor do seu bichinho ou servirá, até mesmo, para ajudá-lo a escolher qual vai comprar ou adotar. Pode ser adquirido gratuitamente pela plataforma Android.

PET FIRST AID

Quando seu gatinho apresenta algum sintoma clínico preocupante ou quando se machuca, aposto que você fica preocupado em tentar descobrir o que fazer e para onde levá-lo, não é mesmo? Esse aplicativo, que é pago para a plataforma iOS, é uma grande enciclopédia de conteúdos médicos para cães e gatos, ajudando na realização dos famosos primeiros socorros, antes mesmo de se encaminhar ao veterinário. O Pet First Aid é rico em vídeos, artigos e fotos sobre temas que vão desde o barulho da respiração do seu bichano até qual tipo de alimento ele não pode comer.

TRADUTOR HUMANO-GATO

E se seu gatinho pudesse entender tudo o que você quer dizer a ele? Esse aplicativo, disponível na plataforma Android em versão paga, traduz sua fala para a linguagem de miado. Não é genial? De acordo com o produtor do aplicativo, o software é capaz de compreender todos os idiomas humanos e transformá-los em uma linguagem plenamente compreensível para seu gato.

PET ACOUSTICS

Animais também gostam de música, sabia? Esse aplicativo promete reproduzir músicas criadas especialmente para seu bichinho de estimação. No caso específico dos gatos, é possível encontrar canções para momentos de relaxamento e de descontração. Curioso, não? Ele se encontra disponível na plataforma iOS mediante pagamento.

Graças ao avanço da tecnologia, hoje é cada vez mais possível se sentir próximo de seu bichano, já que a comunicação e o cuidado que você tem com ele é facilitado por esses aplicativos extremamente inovadores e criativos.

E então, já testou algum desses aplicativos? Conhece algum outro que ficou faltando na minha listinha? Acrescente sua sugestão aqui nos comentários!

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O seu cachorro acabou de chegar ou está chegando à sua casa e você não preparou nada?

Em função do caráter próprio, ele pode ficar de pouco a muito inibido durante os primeiros momentos, às vezes, somente umas horas, outras, alguns dias.

Acostumando um filhote a nova casa. Foto: Reprodução

Ao deixar a mãe e os irmãos, ele vai perder todas as referências e vai precisar de um tempo para se adaptar e se socializar com os membros do novo grupo, ou seja, você e a sua família.

Ele vai ter que se adaptar a todos, ao novo ambiente, às condições e regras de convivência que vai encontrar e isso pode ser bastante impressionante e até desesperador para o filhote.

Nesta fase é primordial a ajuda, a solicitude, a proteção e o carinho, quase que constante, dos proprietários, tanto para ele ganhar confiança no novo contexto e ambiente, como para a socialização inter espécies, mais que saudável para o futuro relacionamento com a família e a sociedade humana em geral.

Logo em seguida, se torna necessário instaurar o que chamamos de novo período de desligamento. Como a mãe o faz em condições naturais, os familiares começam a impor ao filhote, que durma no local reservado a ele e não mais ficar colado à mãe ou ao pai adotivo, deixando de ser o neném, quase que constantemente superprotegido, e sim, começar a ter sempre mais atividades próprias ou com os “irmãos” humanos e encontrar uma forma de participação mais ativa dentro do grupo.

A mais, de necessário para o amadurecimento, isso vai amenizando e até eliminando rapidamente qualquer reação de estresse devido a “angústia de separação” que nossos pets apresentam tão frequentemente em nossos lares, justamente pela hiperdependência, consequência da forma superprotetora e inibidora mantida tempo demais por nós, humanos-corujas.

Os comportamentos desagradáveis, até insuportáveis, devido aos importantes estresses por angústia de separação, são acentuados pelos desequilíbrios consecutivos tanto da falta de regras, limites e restrições como da escassez de atividades e ocupações por ser criado sem mais ter que lutar por alimentos, água, espaços, parceiros, se defendendo, se protegendo de catástrofes naturais ou outros predadores.

Depois desse primeiro tempo de avaliação, de ganho de confiança e de encaixamento (posicionamento) hierárquico e afetuoso dentro da família, ele vai começar a explorar sistematicamente todos os ambientes do novo território, todos os móveis, todos os objetos comestíveis ou não que ele vier a aproximar durante essas novas experiencias.

Nesse segundo tempo, depois de alguns dias, quando o filhote estiver mais à vontade, ambientado, deve se ensinar todos os perigos, as regras e os limites da casa.

Como as crianças humanas e, ainda mais, por não possuir dedos preênseis, essa exploração se faz com a boca e, evidentemente, eles não nascem sabendo o bom, o ruim, o saudável, os perigos, o que podem ou o que não podem.

Aliás, a imaginação, a energia e a insistência que podem empregar para atingir, mastigar, destruir e ingerir o que estiver ao alcance deles, são quase sempre inesgotáveis.

São os proprietários, os tutores humanos, que têm o papel de ensiná-los, de assisti-los, de preservá-los.

É também nesse momento que deve se ensinar o local do banheiro, os objetos que o filhote pode e deve mordiscar, o respeito aos pertences, ambientes, móveis e pessoas.

Escrito por Olivier Soulier
Especialista em Comportamento Canino

A evolução das necessidades fisiológicas nos filhotes

Nos quinze primeiros dias de vida, o filhote evacua ou elimina somente quando estimulado pela mãe, que lambe a sua região anogenital provocando nele os reflexos de urinar e defecar e ingerindo sistematicamente tudo. Por mais estranho que parece ou até nojento no sentido humano, esse é um comportamento típico de preservação, para conservar o ninho limpo, mascarando a presença de filhotes, altamente vulneráveis, aos eventuais predadores, evitando também o acúmulo de insetos possivelmente nocivos à prole.

Foto: Reprodução

Perto dos dezesseis dias de vida, o reflexo anogenital deixe de existir e o filhote já urina e defeca por conta própria, não sendo mais necessária a ajuda da mãe, embora ela continue a ingerir os dejetos até umas cinco semanas para a urina, e umas nove semanas para as fezes.

A partir da terceira semana de nascimento, o filhotinho passa a procurar um local afastado do seu ninho, ou seja, o local onde dorme e mama para urinar e defecar. A partir de nove semanas, o filhote adotará uma área específica para suas eliminações, de preferência a mesma área usada pela mãe. Enfim, no período entre cinco e nove semanas, já é aconselhado iniciar o processo de educação sanitária do cãozinho, sendo menos exigente com o filhote e os seus progressos nas primeiras semanas.

Ensinar a um filhote as suas necessidades fisiológicas torna-se menos complicado quando iniciado cedinho, baseado na propriedade instintiva dos cãozinhos procurarem o banheiro. Embora evidentemente cada filhote tenha o seu ritmo próprio e exige disciplina, coerência, disponibilidade, paciência e persistência por parte dos proprietários. Um filhote com um condicionamento adequado desde cedo aprende a fazer as suas necessidades fisiológicas no local certo entre uma semana e dez dias.

Certamente “acidentes” acontecerão ainda, mas numa frequência aceitável e com tendência a ficarem sempre mais raros.

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